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Carmélia Alves - A Rainha do Baião



Carmélia Alves
Carmélia Alves


Carmélia Alves nasceu no Rio de Janeiro, com pai cearense e mãe baiana cresceu embalada pelas canções nordestinas e na adolescência era fã de Carmen Miranda e de programas de rádio, tendo participado e vencido todos os programas de calouros das rádios da época, inclusive o mais temido deles, o programa de Ary Barroso. Quando concluiu os estudos e incentivada por um de seus irmãos Carmélia Alves optou por seguir a carreira artística.
Nos anos 1940 teve seu primeiro contrato profissional, foi convidada por Barbosa Junior para apresentar no
Rádio Nacional
Carmélia, Jimmy Lester e amigos na Rádio Nacional
programa "Picolino" cantando o repertório de Camen Miranda, logo depois ganhou novo contrato na Rádio Mayrink Veiga com um alto salário para comandar um programa semanal.

Em 1941, foi contratada como crooner do Copacabana Palace, o hotel mais sofisticado do Rio de Janeiro, e fazia parte de um programa da Radio Nacional transmitido para todo o país. Sua carreira ganhou espaço e a cantora passou a receber inúmeros convites para se apresentar em diversos outros programas de rádio do país e gravações de Lps e compactos de outros artistas.
Em 1943, financiou parte de seu primeiro LP que contou com participação de Elizeth Cardoso, Cyro Cardoso e Nélson Gonçalves. Com este disco excursionou pelo país com shows acompanhada do marido o também cantor José Ramos, que se apresentava cantando em inglês com o nome artístico de Jimmy Lester. Em 1948, encerrou a temporada de shows e retomou seu lugar na rádio Mayrink Veiga, no ano seguinte, 1949, voltou a gravar e em parceria com Ivon Cury gravou a toada Me Leva que se tornaria seu primeiro grande sucesso e com a Orquestra Severino Araújo Trepa no Coqueiro que também tornou-se sucesso. Em 1950 transferiu-se para a Rádio Nacional, continuou gravando e obtendo sempre grande sucesso. Em 1951 em viagem ao Nordeste acompanhada do marido, Jimmy Lester conheceu o acordeonista Sivuca que tocava na Rádio do Comércio em Recife e o levam para o Rio de Janeiro, daí começou a gravar baiões de diversos autores, a maioria acompanhada pelo acordeon de Sivuca e direcionou sua carreira para os ritmos regionais e nesta mesma época ingressa no cinema e recebe de Luiz Gonzaga o título de Rainha do Baião. De 1950 a 1954 manteve-se na gravadora Continental, na Rádio Nacional e no topo das paradas como a Rainha do Baião.

Nesta época apresentou-se na Argentina, Alemanha, nas três Américas, na União Soviética, onde fez um show para 150 mil pessoas, e Europa. Em Portugal seu repertório passou a ser utilizado por ranchos regionais.
LP Seis e Meia
LP Seis e Meia
O sucesso nacional e internacional permaneceu durante as décadas de 1960 e 1970 com inúmeras apresentações, inclusive na TV. Em 1977, após 15 anos sem se apresentar para o público carioca , fez, ao lado de Luiz Gonzaga, o antológico show no Teatro João Caetano reabrindo a série seis e meia, este show histórico foi registrado em disco e relançado em CD em 1993.









Na década de 1990 integrou o grupo Cantoras do Rádio ao lado de Nora Ney, Zezé Gonzaga, Rosita Gonzales, Ellen de Lima e Violeta Cavalcanti.
Carmélia AlvesEm 1998 entrou em depressão após a morte de seu marido Jimmy Lester permanecendo isolada por dois anos em sua casa em Teresópolis, no Rio de Janeiro. Aos poucos retomou a carreira fazendo vários shows em São Paulo e em 1999 lançou mais um Cd interpretando canções de Jackson do Pandeiro e Gordurinha, com participações de Inezita Barroso, Elymar Santos e Luiz Vieira seguido de uma série de shows por todo o Brasil. Em 2001 apresentou-se no Teatro de Arena ao lado da cantora Ellen de Lima, Violeta Cavalcanti e Carminha Mascarenhas o show "Cantoras do Rádio - Estão Voltando as Flores" que foi gravado em Cd pela Som Livre. Em 2005, novamente se apresentou ao lado de Carminha Mascarenhas, Ellen de Lima e Violeta Cavalcanti no show "Estão Voltando as Flores", o sucesso foi tão grande que o espetáculo deu origem ao documentário "Cantoras do Rádio" lançado em 2008. Seguiu fazendo shows e gravando participações em cds de outras cantoras, sempre com grande êxito. Em 2010 passou a viver no Retiro dos Artistas.
A cantora faleceu na noite deste sábado (03/11/2012), aos 89 anos vítima de complicações cardíacas e falência múltipla dos órgãos. Estava internada há 20 dias no Hospital das Clínicas de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro. Nos últimos anos a cantora sofria do mal de Alzheimer e lutava contra um câncer
Discografia

• (2001) Estão voltando as flores • Som Livre • CD
• (2000) Carmélia Alves • CPC-Umes • CD
• (1999) Carmélia Alves abraça Jackson do Pandeiro e Gordurinha • CPC-UMES • CD
• (1995) As eternas cantoras do Rádio • CID • CD
• (1993) Luiz Gonzaga e Carmélia Alves ao vivo no Teatro João Caetano • BMG • CD
• (1976) Carmélia Alves • Continental • LP
• (1974) Ritmos do Brasil com Carmélia Alves • RGE • LP
• (1963) É de Maroca/O malhador • Mocambo • 78
• (1963) Kanimambo/Deixa falar • Prestige • 78
• (1962) Tem que ter/Chiclete com banana • Mocambo • 78
• (1962) Tá bom demais/Frevo no futucado • Mocambo • 78
• (1962) Jardineiro de ilusões/Obrigado, Rio • Mocambo • 78
• (1959) Maldade/Recado • Polydor • 78
• (1959) Serenata dos gatos/Carreteiro • Polydor • 78
• (1959) Gente da noite/Forró do Tio Augusto • Polydor • 78
• (1957) É de fazer chorar/Nem que chova canivete • Copacabana • 78
• (1957) Você e mais ninguém/Não falei mal • Copacabana • 78
• (1956) Zé Boa-conversa/Não perdoarei • Copacabana • 78
• (1956) Cevando o amor/Mal de amor • Copacabana • 78
• (1956) Baião de Santa Luzia/Vapô de Carangola • Copacabana • 78
• (1956) Nego difícil/Nego Tabuleta • Copacabana • 78
• (1955) Falando de amor/Disco voador • Continental • 78
• (1955) Voando prá Paris/Pau-de-arara • Copacabana • 78
• (1955) Sorte de Maria/Três de abril • Copacabana • 78
• (1954) Camisa velha/Vamos prá casa de Noca? • Continental • 78
• (1954) Carnaval em Caxias/Marcha dos barbadinhos • Continental • 78
• (1954) Floresta de chaminés/Migué é o maior • Continental • 78
• (1954) No mundo baião III (pot-pourri)/No mundo do baião IV (pot-pourri) • Continental • 78
• (1954) Esquinado/Cafundó • Continental • 78
• (1954) Carmélia Alves • Telefunken • LP
• (1953) Um verdadeiro amor/Que bela rosa • Continental • 78
• (1953) A viola do Zé/Baião da Ximbica • Continental • 78
• (1953) Carreteiro/Sétimo céu • Continental • 78
• (1953) Pau-de-arara/Tristezas do Jeca • Continental • 78
• (1953) Deixa a saudade bater/Moamba • Todamérica • 78
• (1952) Dança da mulesta/Adeus orgia • Continental • 78
• (1952) Eu sonhei/Tá bom, tá • Continental • 78
• (1952) Eu sou o baião/Não e não • Continental • 78
• (1952) Ritmos de boate (pot-pourri)/Ritmos de boate (pot-pourri) • Continental • 78
• (1952) São João, meu São João/Baião vai, baião vem • Continental • 78
• (1952) O balanceio tem açúcar/Lili fugiu de Chunking • Continental • 78
• (1952) Maria Joana/O vôo do mangangá • Continental • 78
• (1952) A pisada é essa/A "poeira" no frevo • Todamérica • 78
• (1951) É frevo meu bem/Frevo na chuva • Continental • 78
• (1951) Por onde andará/Maria pouca roupa • Continental • 78
• (1951) Se você não me levar/Samba de emergência • Continental • 78
• (1951) O baião em Paris/Adeus, morena, adeus • Continental • 78
• (1951) Esta noite serenô/Sei lá .. • Continental • 78
• (1951) Adeus Maria Fulô/A saudade é de matar • Continental • 78
• (1951) No mundo do baião I (pot-pourri)/No mundo do baião II (pot-pourri) • Continental • 78
• (1950) Mimoso jacaré/Coração magoado • Continental • 78
• (1950) Trem o lá lá/Trepa no coqueiro • Continental • 78
• (1950) Sabiá na gaiola/Dança do pinote • Continental • 78
• (1950) Volta/Salve a orquestra • Continental • 78
• (1949) Me leva/Gauchita • Continental • 78
• (1949) Diga que sim/Tic-tac do meu relógio • Continental • 78
• (1943) Quem dorme no ponto é chofer/Deixei de sofrer • Victor • 78
• ( S/D) Baião com Carmélia Alves • Continental • LP
• ( S/D) Hervé Cordovil interpretado por Carmélia Alves • Copacabana • LP
( S/D) Carmélia Alves • Copacabana • LP

LUTO


Pedro (Chuka)Infelizmente a nossa sociedade está cada vez mais egoísta e prepotente, não são poucos os casos de violência gratuita que ouvimos ser relatados diariamente seja por amigos ou nos meios de comunicação. O que aconteceu com o respeito, o amor ao próximo, os valores morais tão primordiais para a convivência? O que leva um ser humano a, sem qualquer motivo, pensar em usar uma arma contra outra pessoa? E o que pensar quando tal atitude parte de um policial, que deveria defender a população. Infelizmente hoje esta quase impossível discernir os policiais sérios e os assassinos uniformizados.
No último domingo, 11 de dezembro, o aluno do Forró Danado Pedro Augusto dos Santos, o Chuka, foi covardemente alvejado por 5 tiros disparados pelo "policial" Leandro da Silva, na saída do Clube Juventude em Simões Filho. Pedro abriu a porta de seu carro e esta bateu na perna da namorada de Leandro, o pedido de desculpas imediato não foi suficiente, iniciou-se uma discussão e Leandro  disparou cinco tiros contra Pedro, chegando inclusive a ameaçar outras pessoas que estavam próximas, segundo testemunhas o assassino só parou porque a munição de sua pistola chegou ao fim. Pedro foi levado para o hospital mas não resistiu e o assassino covardemente fugiu do local.
O caso está nas mãos do delegado Antônio Fernandes do Carmo da 22ª Delegacia Territorial de Simões Filho, segundo o delegado, Leando já estava afastado de suas funções há um ano, isso fará com que ele responda como cidadão comum. O assassino será indiciado por homicídio qualificado por motivo fútil. Leandro já está preso e esperamos que ele pague pelo que fez.
A notícia causou choque e indignação não só em Simões Filho, mas entre todos que tomaram conhecimento do caso. Sobre o aluno o professor João Pipolo declarou: "Além de bom aluno era extremamente carinhoso e querido por todos, se preocupava em dar carona aos colegas no final da aula..., tinha uma paz no olhar... Sujaram Simões Filho de sangue, porque não apenas mataram um homem de bem, mataram um exemplo de ser humano."
A família e os amigos clamam por justiça e já se mobilizam para uma carreata pela paz no dia 18/12, às 09h saindo da praça do CIA I. Convocamos a todos que se unam em favor da paz e para que não tirem de nós mais pessoas queridas.
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