Gabi Roots



Uma brecha no calendário propiciou que Gabriela Valverde se transformasse de forrozeira em produtora. Gabriela queGabriela Valverde sempre comemorou seu aniversário no Rootstock, teve que procurar uma alternativa, com a mudança de data do festival. Amigos sugeriram que ela fizesse o Gabi Roots.
o Gabi Roots é um evento de forró pé de serra que vem conquistando cada vez mais espaço e tradição no cenário do forró não só local, mas nacional. Em cada edição o projeto, que nasceu em 2008 como comemoração do aniversário de Gabriela, conquista mais admiradores e traz à Salvador forrozeiros de diversos estados do país.
A primeira edição contou com 300 pessoas, da Bahia e de outros estados, numa barraca de praia e um custo maior que a receita. “Eu não imaginava, numa festa de aniversário  estou acostumada com 50, 100 pessoas no máximo, lotou a barraca de praia que eu fiz. O pessoal que veio gostou muito, o pessoal daqui da Bahia também não estava acostumado e aí começou, foi o primeiro” Lembra.
A partir daí não parou mais. No ano seguinte Gabi lançou a segunda edição da festa, mas já não era mais comemoração de aniversário, passou a ser mais uma festa do calendário de forró da cidade. Na época o público não era muito grande e o boca a boca é que transformou o Gabi Roots num sucesso de público.
No início a escolha das atrações se dava pelo gosto pessoal e afinidades da própria Gabi “fui trazendo mais trios de amigos do que conhecendo mesmo o gosto das pessoas daqui, por que na época a galera daqui não conhecia muito as atrações de fora, e aí eu comecei a ver que dava certo fazer. Muita dor de cabeça, porque o custo é muito alto e o público daqui era muito pequeno na época, só que o pessoal começou a ir pra Itaúnas, pro Rootstock, ir pra outros roots, o pessoal daqui começou a contaminar os amigos com essa boa ideia de ir ver tal trio que vai tocar aqui” conta.
Hoje, Gabriela utiliza a ajuda das redes sociais pra saber o que o público quer ver. Através de enquetes e votação popular é o próprio público que escolhe as atrações do próximo Gabi Roots.
Para João Pipolo, professor e diretor do Forró Danado o Gabi Roots "é um evento que busca traduzir ao público baiano o que está acontecendo em outros lugares do Brasil, porque procura acolher atrações de outros lugares"
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A cada edição Gabriela vem se profissionalizando como produtora e seus eventos primam perla qualidade em todos os detalhes, desde a escolha do local, atrações, o bem estar do público e dos artistas, se essa preocuapação faz com que quem vai a um Gabi Roots queira estar presente sempre.
Idealizar, preparar e lançar uma edição do Gabi Roots não é tarefa fácil, requer muito trabalho e planejamento. são cerca de 6 meses de preparação que tem início sempre após o fim da edição anterior.  "Existe toda uma preparação. Escolha das atrações, negociação,a escolha da data, tem que pegar uma data que não atrapalhe outros eventos que ocorrem em Salvador, que não bata com  eventos culturais de maior porte, e aí eu levo de quatro a seis meses pra fazer essa preparação porque dá muito trabalho." Explica.


pista

palco
Gabriela frisa que não muda o foco do Gabi Roots para forró universitário por não estar familiarizada com as atrações desta variação do forró, fixando assim a grade de atrações dos Gabi Roots sempre voltadas para o pé de serra. Apesar da preferência, Gabi fez questão de salientar sua admiração pela postura do grupo Forró Danado em ensinar e valorizar todas as variações ritmicas do forró. "Anos atrás, anos mesmo, eu procurei saber sobre o Forró Danado; quando eu conheci, que fui, participei da aula,  me acabei, quase torci o pé de tanto dançar, eu fiquei besta, poque uma coisa que vocês deixaram bem clara: a gente dança vários tipos de forró. A primeira coisa que eu gostei de ter ouvido, porque muita gente insiste em se classificar como forró pé de serra e dança vários tipos de forró e fica nessa, o que pra mim é empobrecedor se me permite dizer, porque se você sabe que você dança vários tipos de forró, você escuta vários tipos de forró e você se classifica apenas como pé de serra, você acaba deixando vários segmentos de fora." desabafa.
A escolha de ensinar e capacitar o aluno a dançar todos os ritmos provenientes do forró se deve à preocupação de que o aluno possa  frequentar todos os forrós e poder dançar todas as músicas que tocarem, mas "o aluno tem o direito de escolher aquele ritmo que ele gosta porém 80% das aulas do Forró Danado são focads no Forró pé de serra." salienta o professor João Pipolo.
A cada edição a presença dos Danados aumenta e a admiração também, "no primeiro, poucas pessoas apareceram, teve um outro que foram mais de vinte pessoas, pra mim foi muito gratificante. João Pipolo é uma pessoa que se empolga, faz a força mesmo. Independente da quantidade de pessoas que compareceram, todos me deram feedback positivo." avalia Gabriela. O Gabi Roots vem se tornando um evento de grande importância para o forró, pois vem a cada edição derrubando fronteiras, valorizando os artistas e sobretudo respeitando a vontade do público e valorizando o bem estar de todos, tudo em prol de um objetivo comum, difundir e valorizar o forró. "O Forró Danado tem se apaixonado muito pelo forró roots através do Gabi Roots, isso é uma coisa muito bacana e o Gabi Roots faz com que as pessoas se apeixonem por este estilo de forró que vem demandando tantas pessoas bonitas de todo o Brasil" declara João Pipolo.
Hoje o Gabi Roots perdeu  o caráter íntimo,  mas não deixa de ser uma celebração. Uma celebração à música, ao forró, a amizade, à cultura nordestina que deu origem a este ritmo que ainda hoje nos permite sonhar e fugir da realidade enquanto se dança. A 8ª edição contou com 800 participantes de todo o Brasil, a presença de Mestre Tiziu, os 3 matutos, presença recorrente nas edições do Gabi Roots, o paulista Diego Oliveira, os Dj Xiita e Viny e Trio Dona Zefa. Que venha o próximo!

Aniversários



Agosto é o mês de celebração no Forró Danado. É o mês em que se comemora o nascimento do grupo e também de quem lhe deu origem. São apenas 10 dias de diferença entre uma festa e outra, mas os alunos não deixam o aniversário do mestre passar em branco e contam os dias para celebrar mais um ano de vida do grupo da melhor forma, dançando forró.
E foi assim, no sábado 13/08 os alunos prepararam uma surpresa para o mestre no fim da aula na sede da Pituba. João agradeceu a presença de todos e compartilhou a alegria com todos os Danados.


Na semana seguinte foi a vez de celebrar 6 anos de fundação do Forró Danado. E que maneira melhor de comemorar 6 anos de uma escola de forró, do que num super aulão com a presença de todos os alunos e amigos queridos que colaboram para que o grupo chegasse até aqui? Nada melhor pra comemorar do que dançar um bom forró. E foi o que aconteceu. Os Danados compareceram e suaram a camisa ao som do forró e sob as orientações do Mestre João Pipolo. Gustavo Gonçalves e Markinhus, da banda Forró Massapê, mesmo com viagem marcada para um show em Santo Antônio de Jesus, naquela tarde, não deixaram de levar seu carinho e sua presença no aulão comemorativo e ficaram por lá até o último limite de tempo antes de pegar a estrada.
No fim da aula os alunos se deliciaram com um bolo e  à noite as comemorações continuaram ao som de um bom trio pé de serra no restaurante Sertão Bom.
Afinal, aniversário bom é assim, cercado pela família, os amigos mais queridos e as coisas que a gente mais ama e admira.




Intercâmbio Danado


nossa equação
O Forró Danado em sua essência preserva o sentido de grupo, e cultiva a alegria e o amor como marcas, e estes valores são difundidos entre todos aqueles que passam ou passarão pelo Forró Danado. Os Encontros também são inevitáveis e foi através de um gratificante encontro entre o mestre João Pipolo e um português estudioso da cultura brasielira, Joel Silva, o Portuga, que o Forró danado vem alçando voos cada vez mais altos.
Desde que se deu o encontro entre o mestre e o futuro aluno, João Pipolo incentivou Joel a administrar uma sede do grupo em sua cidade. Joel, ficou meio receoso a princípio, mas com muita dedicação e o apoio incondicional do mestre tornou possível a primeira sede de um grupo brasileiro na Europa.
E o que acontece quando um sonho se torna realidade? Passampos a sonhor novos sonhos não é mesmo? Pois foi isso que fizeram João Pipolo e Joel Silva, passaram a acalentar o sonho de que a filosofia e a essência do Forró Danado de coesão e união não se perdessem apesar da distância geográfica, por isso investiram em realizar o 1º intercâmbio do Forró Danado.
Segundo o dicionário  intercâmbio significa troca, permuta, relações de Estado para Estado; relações intelectuais de povo a povo ou de praça a praça.
Bem VindaE foi assim que no último dia 03/08 o Forró Danado recebeu não só um mais dois "intercambistas". Carla Crespo, aluna do Forró Danado Porto foi a primeira a chegar, foi recebida com flores e um cartão de boas vindas do mestre Pipolo. a visita de Carla foi programada e planejada com alguns meses de antecedência e todos estavam com muita expectativa para conhecer a colega lusitana. Mais tarde, desembarcou o dançarino carioca Bruno Vieira do Prado, do Centro de Dança Alex de Carvalho (CDAC), refrência na dança de salão no Rio de Janeiro. Ambos foram hospedados pela aluna Dayane Lima, que carinhosamente ofereceu sua casa para que os dois visitantes pudessem estar mais à vontade.
Pouco tempo após sua chegada Carla foi recebida com festa na sede de Pernambués, onde os alunos lhe prepararam uma surpresa. Como Bruno só desembarcou na madrugada não pode conhecer a sede de Pernambués.
Antes de continuar a contar como foi a estadia deles em terras soteropolitanas, vale apresentar os "intercambistas" e explicar o que os trouxe para longe de casa.
Bruno Bruno Vieira do Prado é carioca e filho de mãe pernambucana e pai cearense, por este motivo o forró sempre esteve presente em sua vida. "Fui nascido e criado ouvindo forró" diz. Matriculou-se numa escola de dança de salão, (CDAC), e dentro do aprendizado identificou-se com o forró "pelo ritmo,pela cultura, por ser brasileiro, pela família, pelas músicas..."  enumera Bruno, que dança há três anos. No ano passado Bruno esteve no Congresso Nacional de Forró que aconteceu em Brasília, vivenciou uma competição nacional de forró e decidiu competir neste ano. para isso, começou uma rotina de treinos, ensaios e pesquisa.
"Eu pesquiso muito o forró lá no Rio, porém na minha escola apesar de o pessoal dançar muito bem, o forró não é o forte, então eu pesquiso muito com outros profissionais do Rio de Janeiro também, mas não me satisfez estudar o forró apenas no Rio de Janeiro."
Foi nesta pesquisa que Bruno conheceu o Forró Danado. Marquinhos do Forró, renomado professor radicado no Rio de Janeiro promoveu em maio deste ano um Workshop Carioca de Forró Pé de Serra e convidou o mestre João Pipolo para ministrar duas aulas no evento. Ao tomar conhecimento do convite Bruno foi procurar saber quem era este professor da Bahia e porque ele havia sido escolhido pelo Marquinhos do Forró dentre tantos nomes. Os vídeos postados no Youtube deram a Bruno uma idéia do que é o Forró Danado, mas foi efetivamente nas aulas ministradas por João Pipolo no Rio de Janeiro que Bruno percebeu quem poderia ajudá-lo na preparação técnica para o campeonato.
Em busca da técnica com a anfitriã Danados
"Eu achei o Forró Danado um diferencial dentro de tudo que eu conheço. Os movimentos, os passos, o carisma, tudo isso me fez decidir sair do Rio" Justifica Bruno que veio a Salvador conhecer mais de perto a técnica e aprender um pouco mais sobre forró com João Pipolo e seus alunos.
Foram apenas quatro dias de estadia, mas Bruno não perdeu o foco. Não quis fazer passeios de caráter turísticos, se atendo apenas às aulas e as festas em que pudesse cumprir com seu objetivo de aprender e praticar.
"Apesar de ser pouco tempo, gostei muito do que fiz. Deu pra vivenciar de perto todo o esquema, toda a dança do Forró Danado, em aulas, bailes e no dia a dia. Expectativas mais do que cumpridas, foi acima do que pensei. Deu pra pegar muita coisa, agora é só estudar direitinho. Quero voltar um dia para poder aperfeiçoar mais um pouquinho." completa o dançarino.
Simões Filho

"Ele escolher Salvador, ele escolher o Forró Danado dentre tantos grupos de forró para se aperfeiçoar significa que o Forró danado está no caminho certo, tanto técnico quanto filosófico. É o grupo que pode doar uma gama maior de técnicas específicas dentro de todos os ritmos específicos do forró" avalia o João Pipolo
CCarla e mestre Pipoloarla Crespo é Portuguesa mas conheceu o forró na Nova Zelândia, onde viveu por trê anos e conviveu com a comunidade brasileira de lá. "eu ia as festas e eles dançavam muito forró, e eu experimentei um pouquinho,até que em dezembro eu estive no Rio de Janeiro e uns amigos me levaram ao Lapa 40º e percebi que não sabia dançar forró. de volta ao Porto uma amiga me deu um flyer de um workshop de forró e era Joel, era o Forró Danado. eu gostei da didática e continuei e vou todos os sábados, o clima da aula é muito bom." explica.
Carla começou as aulas no Porto em Janeiro deste ano, e como já havia vindo ao Brasil e demonstrou interesse em voltar e conhecer Salvador e os colegas brasileiros do Forró Danado, tornou-se a primeira aluna de intercâmbio no Forró Danado.  "isso foi mágico. Foi uma benção e agora que estou aqui é tão bom estar no meio destas pessoas e ser recebida como elemento do mesmo grupo, eu não estava a espera e está a ser muito enriquecidor." diz.
Os dois têm em João Pipolo uma referência, um espelho de técnica, de profissional e dançarino. E vieram a Salvador beber dessa fonte. A e programação dos visitantes contou com um almoço seguido de um proveitoso debate sobre o que é forró e a importância de se conhecer a fundo a origem do ritmo e sua cultura e as formas que este conhecimento ou a falta dele influenciam na dança. Os dois participaram de forma efetiva de todas as aulas do grupo além de prestigiar dois diferentes shows, um de maior porte, o Bebo Sim, realizado pela banda de forró, parceira do Forró Danado, a Massapê, realizado no Coliseu do Forró, tradicional casa que acolhe os forrozeiros em Salvador e no dia seguinte no Sertão Bom, um restaurante temático, que conta com a apresentação ao vivo de autênticos trios nordestinos num ambiente totalmente decorado como uma casa sertaneja. Nesta oportunidade os “intercambistas” tiveram a chance de se deliciar com a tradicional comida do sertão nordestino e conhecer alguns músicos tradicionais do forró, como Freitas Santana, Diego Batera, Esquerdinha (do trio Lobos do Forró), Zé Lemos do acordeon e Genivaldo Zabumbeiro. Foi nesta ocasião também que Carla presenciou o que ela diz ser um dos momentos mais bonitos da sua estadia:
“Lá no jantar eu reparei nos senhores mais velhos a dançar, que momento bonito, aquele dançar miudinho, aquele ar de felicidade na cara deles, foi um dos momentos em que eu estava quase com lágrimas nos olhos. Eu achei bonito porque faz parte da vida das pessoas, não é só uma coisa que se faz quando se é novo e se quer ir aos bailes, o forró faz parte da vida daquele casal que estava ali” constata.
Encontro com a tradição
A partir deste olhar “estrangeiro” de Carla, essa percepção tão sensível da essência do forró, por alguém que não traz isso no sangue, nem nas histórias dos ancestrais, demonstra o quanto a origem do ritmo está intimamente ligada à qualidade da dança que se apresenta. Com este comentário Carla demonstra que o intercâmbio se deu com sucesso, pois ela vivenciou de perto o que ouvia o professor Joel contar, agora é algo próximo. "Agora estou a criar uma história aqui que é minha." Para o professor João Pipolo nesta ocasião Carla viveu de perto tanto da perspectiva arquitetônica quanto da questão humana do forró, física, material do forró. “isso me deixa muito feliz. Saber que o Forró Danado está atravessando cada vez mais as barreiras do necessário para existir, hoje essa perspectiva cresce e se desenvolve para algo além das fronteiras.” Ressalta o professor.
Sobre a experiência o mestre João Pipolo observa: "Por mais que ela (Carla) tivesse idealizado, se ela não tivesse um local para ficar talvez ela não tivesse vindo. O Intercâmbio se dá através disso, ideal X receptividade. Falar em intercâmbio dentro do Forró Danado é a partir da ideia de que alunos possam receber alunos, participar da família, para que assim conheça os fluidos culturais, estar a par dos acontecimentos do grupo, sejam eles de ordem social, cultural ou da realidade técnica."
Na programação houve ainda uma tarde de conversa e dança num agradável encontro entre os alunos do Forró Danado, apelidado pelo mestre Pipolo de Domingorró, era o último dia de Bruno em Salvador e ele deixou um recado aos novos amigos:
"agradeço a vocês por tudo. Conheci duas sedes, fui às aulas, gostei muito da hospitalidade, deram a maior atenção. Gratificante, tanto nas aulas, nas conversas, passeando na rua... É bastante motivador pra mim perceber que está começando da maneira correta e o futuro pode ser brilhante e bastante promissor."
Bruno retornou ao Rio de Janeiro para continuar seus estudos e ensaios para o cameponato de forró que acontece em outubro, e leva com ele toda a torcida dos Danados.
Carla passou ainda mais dois dias na cidade e foi conhecer o que a Bahia tem, esteve no Pelourinho, onde se encantou com a Fundação Casa de Jorge Amado, desceu o Elevador Lacerda, visitou o Mercado Modelo e o Porto de Salvador, conheceu repentistas e literatura de Cordel, esteve no Porto da Barra e viu a cruz de malta, símbolo do descobrimento, conheceu o Farol da Barra e provou do acarajé e depois de tudo isso ainda conferiu a última aula de sua estadia.
Salvador
"Levo pessoas na minha vida e no meu coração. Eu gostode aprender com pessoas, esse contato com todas as pessoas que tirararam um tempo para me ensinar, pra dançar comigo... Dançando com João eu disse: isto é um privilégio, estar a dançar contigo, me sinto uma privilegiada. Acho que isto me foi dado, não sinto como uma conquista minha, mas ao mesmo tempo sou muito agradecida e com muita vontade de conhecer mais um pouco também, levo um pouco da identidade do grupo." avalia Carla
Para Dayane Lima receber os visitantes "foi uma experiência maravilhosa" Num dos workshops ministrados por Dayane em portugal surgiu o convite para que Carla se hospedasse em sua casa na sua já planejada viagem a Salvador, caracterizando assim o intercâmbio. "Por coincidencia o Bruno marcou a viagem para o mesmo dia que a Carla. Fiquei muito feliz porque é como se fosse o resultado das duas vigens que fizemos esse ano. Foi muito importante pra mim, aprendi muito com o Bruno ele tem muito a ensinar. A Carla com sua maneira de ser.. Essa experiência só fortaleceu ainda mais os laços que já haviam se criado." diz.
"Intercambiar significa entregar ao outro um pouco do seu. Significa acima de tudo compartilhar a sua pequena porcentagem com o todo, tornar o outro parte do seu mundo." A partir desta definição do mestre João Pipolo concluímos que o 1º intercâmbio do Forró Danado, que contou com não apenas um, mas dois participantes, foi um sucesso e pelos depoimentos dos "intercambistas" eles levam daqui um tanto do Forró Danado e deixam conosco um bom bocado de si.

Super Domingão Danado






Super Domingão Danado


Em breve mais informações!

Forró Danado e Massapê



As parcerias são uma constante no grupo Forró Danado, seja com bandas, empresas, produtoras, eventos ... sempre no intuito de valorizar, incentiv ar e promover o entrosamento entre os alunos das três sedes brasileiras do grupo. Na sede Européia essas parcerias também acontecem com os mesmos objetivos, mas esta semana o encontro semanal do grupo contou com a presença de dois ilustres visitantes que vieram de outro estado e até de outro país para trocar experiências.
Na aula de sábado, 30/07, a banda de forró Massapê esteve pessoalmente na aula do Forró Danado para convidar João Pipolo e seus alunos para o Forró Bebo Sim, e como não atender ao convite de amigos tão queridos que sempre demostram tamanho carinho e apreço pela amizade e companheirismo acalentado a tantos anosMassapê?
Não bastasse a amizade,  o talento e carisma com que os meninos conduzem a sua trajetória musical proporciona cada vez mais fãs e admiradores e os mantem em franca ascenção. Como mais uma demonstração do apreço e reconhecimento ao trabalho e importância do grupo forró Danado no cenário  nacional e internacional atualmente, a organização da festa determinou que aluno do Forró Danado com a acmiseta do grupo teria desconto na entrada independenyte da hora que chegasse ao local, e não bastasse essa deferência os alunos uniformizados não precisavam nem enfrentar a grande fila que se formou na frente do Coliseu do Forró.
A data foi marcada também pela primeira festa de integração do grupo que contou com uma aluna da sede européia do Forró Danado. Carla Crespo, era só animação e curiosidade, a aluna portuguesa dançou e se divertiu ao lado dos colegas baianos e do carioca Bruno Vieira do Prado, que veio à Salvador apriBebo Sim morar sua técnica para competir no Campeonato de Forró em outubro.

Os alunos puderam trocar experiências entre si e com outros forrozeiros presentes no local, o que auxilia muito na evolução individual do aluno e também na compreensão e aprimoramento da técnica desenvolvida nas aulas, essa experiência empírica é importantíssima na  formação do aluno-dançarino.
Na festa intitulada Bebo Sim, em alusão à nova música de trabalho da banda anfitriã, as mulheres tinham bebida liberada até às 23h e os rapazes só tinham acesso a casa após este horário. A casa lotou e o Forró Danado compareceu em grande número.
No Forró Danado é assim: além das aulas teóricas e práticas, as saídas semanais são planejadas para garantir a complementação do aprendizado, o entrosamento dos alunos, aprimorar a técnica, conhecer novas pessoas e fazer amizades.
Se você ainda não experimentou o que é ser Danado, tá esperando o que? na sessão aulas, você vê as informações de todas as sedes que o grupo mantem, no Brasil e em Portugal, e escolher a sua turma!
Ser Danado é bom demais, experimente!!!
galerashowDanados

Como está o Mercado do Forró Pé de Serra em Salvador?

Para muitos o forró é uma festa, dança, gênero musical ou simplesmente um ritmo bom de dançar. Mas há os que encarem o forró como um produto, isso mesmo, algo que é consumido, poucas são as pessoas que imaginam isso.
Logo após os festejos juninos, a estudante de produção cultural Adriana Carolinne entrou em contato com o grupo a fim de realizar uma pesquisa entre os alunos sobre o mercado do forró pé de serra em Salvador.adriana carolinne
Trata-se de uma pesquisa voltada especificamente para o forró pé de serra e para eventos pequenos, tal pesquisa é de suma mportância para os forrozeiros em geral, pois embora poucos encarem o forró como algo mais do que simples diversão entre amigos, para que esta diversão aconteça é necessário que alguém, geralmente uma equipe, pense e trabalhe de forma a oferecer a mais adequada estrutura e conforto para a diversão de todos.
O resultado desta pesquisa beneficiará a todos os forrozeiros, produtores, empresários pois as festas voltadas para o forró pé de serra serão cada vez mais organizadas de acordo com a vontade e necessiadade do consumidor deste estilo.
A primeira visita da pesquisadora foi na sede da Pituba. Os alunos responderam prontamente o questionário elaborado por Adriana e o professor João Pipolo, como de costume, não deixou a moça ir embora sem experimentar o que é ser Danada.
pesquisaHá poucos dias Adriana visitou a sede de Pernambués, para conseguir novas opiniões para a sua pesquisa, novamente a proposta foi aceita e os alunos colaboraram respondendo as perguntas propostas.
Só que desta vez o professor João Pipolo aproveitou a visita para provocar os alunos. Logo após Adriana explicar qual o recorte temático de sua pesquisa, para que os alunos pudessem respondê-la de forma mais clara, João Pipolo questionou seus alunos sobre em que consiste o forró pé de serra. O questinamento gerou um importante e proveitoso debate entre os alunos e foi uma discussão fundamental na formação dos alunos.
O aluno do Forró Danado não aprende apenas a técnica da dança, aprende os fundamentos da cultura que originou o ritmo e a valorizá-la, aprende o significado de cada variação ritmica, de onde surgiram e porque e cnsequentemente transporta todo esse ebasamento teórico para a sua forma de dançar e aplicar a técnica.
Antes de se despedir da turma Adriana fez questão de frizar o quanto se sentiu bem nas aulas do grupo,  que já se sentia parte dessa família e que de todos os grupos que ela nuTURMAnca havia tido contato anterior, no Forró Danado ela se sentiu acolhida e fez amizades que levou para além da sala de aula.
Aproveitamos a oportunidade para agradecer a Adriana Carolinne pela iniciativa de pesquisar sobre o forró, proporcionando assim a melhoria da qualidade do serviço oferecido nas festas específicas, por valorizar a opinião dos danados e ficamos extremamente felizes com o fato de que tenha conseguido em tão pouco tempo captar a filosofia do grupo, que é o espírito alegre e familiar que sempre norteou o trabalho do Forró Danado desde a sua fundação.
Adriana mantém um blog sobre  sua pesquisa e que traz também informações sobre cultura e mercado cultural, vale a pena conferir e se manter informado sobre o que andam pensando as pessoas que provém as festas e fazerem valer seus direitos de consumidor!

Rogerinho do Acordeon e Forró Danado



Rogerinho do Acordeon
Rogerinho do Acordeon é potiguar, e começou a tocar sanfona aos 14 anos de idade para participar de uma banda de forró que estava se formando em Natal, no Rio Grande do Norte, sua cidade. Aos 15 anos já viajava pelo nordeste brasileiro fazendo shows. Foi assim, na estrada, que Rogerinho se apaixonou pelo forró.
Há dois anos recebeu um convite para produzir uma banda brasileira em Portugal e percebeu que o mercado musical era propício e fixou-se no Porto.
Não foi tão fácil, no início Rogerinho não conseguia tocar seu repertório, tinha que atender as preferências do público local, que na maioria das vezes não eram compatíveis com as suas.
Quando conheceu Joel Silva, professor da filial do Forró Danado no Porto, os dois perceberam que tinham objetivos em comum e começaram uma amizade que rendeu também numa parceria importante para o sucesso profissional de ambos.
"Enfretamos algumas dificuldades para trazer as pessoas até nossas festas de forró pois não era e ainda não é comum tocar forró nas rádios com frequência então as pessoas nao conheciam as músicas, eu fazia muitas adaptações, tocando algumas musicas de Ivete Sangalo e outras musicas da Bahia em forró, e assim ia fazendo o repertorio misturando aos classicos de Gonzaga entre outros. Faziamos muito Caetano Veloso e Tim Maia em forró também." lembra.

Hoje, as coisas já estão diferentes, as pessoas já pesquisam sobre forró e o repertório já é bem conhecido do público, conta basicamente com Jackson do Pandeiro, Dominguinhos, Luiz Gonzaga e os mais novos como Falamansa e Rastapé.

A parceria com o Forró Danado rendeu o projeto Forró de Rua, parceria também com o Forró de Lampião em Lisboa, o projeto surgiu durante uma mini tour  Irlanda - Inglaterra em março deste ano. Já se realizaram algumas edições na Europa (Alemanha, França, Irlanda, Inglaterra e Suiça) e tem sido um sucesso e uma excelente divulgação para o forró pelo fato de juntar música e dança num projeto de impacto.

"Isso é imuito importante pois mostra que nosso trabalho nao tem ficado só em Portugal, o objetivo é levar pra toda Europa.Já tivemos até a participação especial do Miltinho Edilberto, em um dos nossos forró de rua em Lisboa e no Porto, e tabém do sanfoneiro Zeu Azevedo e nessa sexta feira vamos fazer um em Gaia com a presença do João e da Dayane também"



Forró de Rua




O projeto vem popularizando o forró na Europa



O cd de Rogerinho do Acordeon está pronto e ele conta que está preparando uma super festa de lançamento.
"Será o primeiro cd de Forró pé de serra gravado e editado em Portugal com participações do Estakazero, banda Bicho de Pé e cantor português José Malhoa" Conta orgulhoso.

Veja um pouco do projeto Forró de Rua:


A agenda de Rogerinho está cheia, confira onde pode encontrar os shows:

10/06 - São João do Forró do Cais - Gaia
12/06 - Forró com Feijão - Esplanada do Cais de Gaia
17/06 - Forró do Cais
18/06 - Contagiarte - Porto
19/06 - Festa Junina do Forró de Lampião - Lisboa
24/06 e 25/06 - São João na Costa de Caparica
08/07 - Forró do Cais - Gaia
20/07 - Show com Harmonia do Samba - Frankfurt
24/07 - Festa Agrícola de Vila do Conde - Portugal